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Saiba como detetar e lidar com a intolerância ao glúten!

A intolerância ao glúten é uma condição que se estima que afete 1 a 3% da população portuguesa. Quando não diagnosticada, pode provocar inchaço abdominal, dor de barriga, flatulência e prisão de ventre, entre outros sintomas.

O glúten é um conjunto de proteínas insolúveis presentes no trigo, cevada e centeio. Trata-se de um constituinte importante no desenvolvimento saudável do organismo. Contudo, quem é intolerante deve evitar consumir alimentos com esta substância.

A intolerância ao glúten pode ter intensidades diversas. Nos casos mais leves, consiste simplesmente numa dificuldade na digestão deste conjunto de proteínas. Porém, nas situações mais graves, pode assumir a forma de doença celíaca.

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca tem uma componente genética. Geralmente, aparece na infância, mas os primeiros sintomas podem surgir mais tarde. Por se tratar de uma patologia autoimune, pode desenvolver outras doenças igualmente autoimunes, como diabetes e desordem da tiroide.

Não existe tratamento para a doença celíaca e a exclusão do glúten da dieta é inevitável. O órgão-alvo desta doença é o intestino delgado. Em casos extremos, o simples contacto com a proteína poderá levar à morte.

Apesar da inexistência de cura, é possível ter qualidade de vida se não se ingerir alimentos com glúten. Depois de excluir esta proteína da dieta, o paciente celíaco demora um a dois anos a recuperar a flora intestinal. Mas, se entrar em contacto com a substância novamente, a recuperação vai começar do zero.

No caso da intolerância ao glúten, as consequências não são tão nefastas. A recuperação demora entre três e seis meses.

Quais os sintomas mais comuns de intolerância ao glúten?

  • Inflamação da flora intestinal (cólicas, gases e diarreias ácidas com mau cheiro);
  • Inchaço abdominal;
  • Dores de barriga intensas;
  • Prisão de ventre;
  • Fadiga;
  • Náuseas ou tonturas.

Deve prestar-se especial atenção às crianças, porque, para além dos sintomas acima referidos, a intolerância ao glúten pode ainda provocar:

  • Queda de cabelo;
  • Manchas nos dentes;
  • Deficiência de ferro;
  • Problemas de crescimento (baixa estatura).

Em casos mais graves, a intolerância ao glúten pode ser causadora de problemas como anemia, depressão, infertilidade e osteoporose.

Como são diagnosticadas a intolerância ao glúten e a doença celíaca?

Para detetar intolerância ao glúten, deverá ser feito um diagnóstico de exclusão. Ou seja, retirar o glúten da dieta para verificar se o seu consumo está a causar sintomas no paciente. Numa primeira fase, é recomendável procurar aconselhamento de um nutricionista.

No caso da doença celíaca, deverá ser realizado um teste genético e, em alguns casos, uma biópsia ao intestino. A avaliação tem de ser feita por um médico.

O que pode ou não comer um doente celíaco?

Alimentos permitidos: Tudo o que a Natureza dá e que não é processado ou industrializado: milho, arroz, frutas, legumes, leguminosas, proteínas, azeite, café, chá, vinhos, etc. Em suma, uma pessoa celíaca pode ingerir alimentos que não contenham glúten.

Alimentos proibidos: Produtos industrializados, que sofrem processos químicos de conservação, como a maioria dos produtos embalados: doces, cerveja, massas, bolachas, margarina, sumos, etc. Os celíacos devem também ter algum cuidado com medicamentos e maquilhagem, porque poderão ter o glúten como constituinte.

Quem não sofre de intolerância, deve comer glúten?

O glúten é um composto de proteínas importante para o normal funcionamento do organismo. Como tal, apenas as pessoas intolerantes ou celíacas devem eliminá-lo da sua dieta. O consumo de glúten tem, para os restantes, alguns benefícios que se refletem no bem-estar diário:

  • É uma fonte de proteína vegetal, melhor do que a proteína animal, por estar presente em alimentos que têm mais fibras e menos gorduras;
  • É rico em hidratos de carbono e, por isso, dá-nos energia. Quem não o consumir, pode sentir-se naturalmente mais cansado, fraco e desanimado;
  • Idealmente, 25% dos alimentos que consumimos por dia deve ser composto por cereais integrais, benéficos para a saúde.

 

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